#Fanfic Amnesia- Justin Timberlake

JT

Uma semana havia se passado e finalmente íamos voltar pra Los Angeles! Fizemos os dois últimos shows sem Meg e eu sentia a falta dela, mais do que todos… Natalie falava com ela todos os dias e eu sempre perguntava sobre como ela estava e se estava tudo bem! Jessica estava gravando um filme e ficaríamos alguns meses separados, nos vendo quando desse certo. Realmente eu não sabia o que fazer em relação á ela, se conseguiria mentir e continuar com ela até que eu tivesse certeza de que não sentia absolutamente nada por ela, que havia acabado.

Era uma situação bem cômoda pra mim e extremamente egoísta, mas eu não via outra solução além dessa, continuar vivendo com ela e ir me distanciando á medida que me aproximo de Megan. Tenho medo de como ambas irão reagir diante disso. Megan talvez aceite, mas não por muito tempo e Jessica irá me odiar pelo resto da vida…

Não a culpo. Na verdade, ela terá todas as razões pra fazer isso, pra me odiar. Estava em um casamento feliz, seguro, com amor porque sim, eu a amava ou do contrário não teria me casado com ela… E de uma hora pra outra, sem avisos, tudo mudou, exatamente tudo e eu já não tinha certeza de que o que eu senti durante quase uma década fosse amor de verdade. (…)

- Nat, preciso da sua ajuda!- falei me sentando ao lado dela no avião.

- Diga!- ela tirou os fones de ouvido.

Contei tudo o que tinha em mente á ela, cada detalhe. Ela ria sem parar, entusiasmada.

- Jay, você é um gênio do amor, sério! Agora entendo porque todas te querem!

- Até você?- olhei pra ela.

- No começo sim, ninguém pode me julgar. Mas mesmo você sendo lindo e maravilhoso e charmoso, não. Você não me atrai e além do mais não posso te tirar da Meg, né?!- gargalhamos.

- Estamos combinados então?

- Feito!- ela apertou a minha mão.

Voltei pra minha poltrona e dormi a viagem toda de volta. Desembarcamos e assim que cheguei fui pra casa, tomei um banho, descansei umas duas horas e fui até o apartamento da Natalie. Estacionei o carro, dei um oi pro porteiro que me deixou entrar e subi de elevador.

Toquei a campainha e Natalie atendeu.

- Tudo certo?- perguntei.

- Sim e não – ela riu sem jeito.

- Não entendi…

- Já acertei tudo em relação ao que combinamos. Não quer dar uma volta e sei lá, vir daqui a meia hora?

- O que está acontecendo, Nat?- perguntei espiando pelo vão da porta.

- Marty veio comigo, saiu do aeroporto e veio direto pra cá, disse que precisava ver ela. Tentei impedir, mas não tive sucesso. Chegamos e bom, entre e veja você mesmo…

Ela abriu a porta pra mim e eu entrei. O apartamento estava uma bagunça. Várias garrafas, copos, comida, roupas, uma desordem geral! Fui pra sala e encontrei Meg e Marty bebendo cerveja, rindo e ele dando em cima dela. Me segurei muito pra não perder o controle e estragar tudo.

- Atrapalho?- perguntei e os dois se viraram pra mim.

- Justin!- o sorriso dela iluminou a sala. Sorri de volta!

Meg fez menção de vir até mim e me abraçar, mas se conteve.

- Jay, já que você está aqui e está de carro, poderia me levar pro hospital? Não me sinto nada bem- Nat fez a maior encenação da vida dela, colocando as mãos no peito.

- O que você tem?- Meg fingiu se preocupar.

- Não sei, sinto dores no peito, enjoos… - ela deitou no sofá.

- Bom, então vamos- falei.

- Tem certeza de que não precisam de ajuda? Posso ajudar- Marty se ofereceu.

- Não, muito obrigada, mas não é preciso. Nat sempre tem essas dores, geralmente é só estresse da viagem, logo passa- Meg falou meio que empurrando ele porta afora.

- Tudo bem então, me liguem se precisarem de alguma coisa. Te ligo mais tarde- deu um beijo no rosto da Meg- Melhoras Nat!- e saiu.

- Achei que ele fosse ficar pra passar os dias de folga aqui- Nat revirou os olhos- Vou pro quarto e já volto. Comportem-se crianças!

Meg se jogou em meus braços, me dando aquele abraço que só ela tinha! A segurei forte por alguns minutos, sentindo o cheiro bom que ela tinha.

- Senti sua falta, linda!- falei.

- Senti mais- sorriu- Muita mesmo!

- E essa bagunça toda? – olhei ao redor.

- Digamos que, não passei os melhores dias da minha vida…

- Andou bebendo?

- Aham- confessou baixando os olhos.

- E continuou quando Marty veio pra cá- a repreendi.

- Ele chegou, quis beber… Era isso ou ele dar em cima de mim. Não sei mais o que fazer.

- Tudo bem, não estou bravo, tá?! Só queria entender e saber o que esteve fazendo durante esses dias.

- Basicamente, bebendo e pensando. E você, como foram os shows? Minhas pernas estão com vida própria, eu acho- riu- Sonho que estou dançando, todas as noites é assim!

- Todo mundo ficou perguntando de você- falei beijando sua bochecha.

- Escuta, pra onde nós vamos?

- Pra um lugar aí- desconversei.

Natalie chegou na sala com duas malas.

- Estou pronta pra viajar, de novo. Sou quase uma cigana agora!

- Alguém pode me dizer pra onde estamos indo exatamente?- Meg perguntou, mas foi ignorada.

- Vamos então- abri a porta pra que elas saíssem e peguei as duas malas- Entro com o carro na garagem, vocês entram em seguida e saímos pelos fundos, ok?!

Descemos e fizemos o combinado. Esperei pra ter certeza de que ninguém estava observando e acelerei pegando a avenida principal que dava pra rodovia.

- Isso é sequestro, sabia?- Meg reclamou.

- Isso é tudo, menos um sequestro- Nat falou do banco de trás, ajeitando os óculos de Sol e mascando um chiclete.

Dirigi por quase toda a Pacific Coast Highway até chegar a Malibu. Megan olhava maravilhada com a vista enquanto Nat dormia no banco traseiro. Sorri pra ela e segurei sua mão, beijando-a. Não muito depois, chegamos ao nosso destino, uma linda casa de praia! Parei o carro na estrada, tirei as malas e entramos.

- Nossa, eu nem sei o que dizer, isso é… Wow!- Meg sorria maravilhada!

A casa era realmente muito bonita e totalmente escondida, o que nos daria total privacidade!

- Isso aqui é o paraíso! Meg correu até a porta que dava acesso direto a praia.

- Quero explicações, mas não agora- Meg correu atrás dela.

Sentei na areia, tirei os sapatos e fiquei olhando as duas se divertirem na água. Me senti livre, como há muito não me sentia! Passamos o resto da tarde ali e resolvemos entrar lá pelas 18h pra tomarmos banho já que estava esfriando um pouco. Natalie subiu e fiquei na sala com Meg.

- Essa casa é sua?- Meg me perguntou, mal relaxando no sofá.

- Não, é do meu melhor amigo, Trace. Peguei emprestada com a desculpa de que precisava de um tempo pra mim embora ele desconfie de que esse não seja o verdadeiro motivo!

- Precisam de alguma coisa?- Nat apareceu.

- Não, pode se retirar se quiser- fiz sinal com a mão pra que ela saísse.

- A escravidão foi abolida, caso não saiba- ela riu- E você deveria me tratar melhor visto que estou desperdiçando meus dias de folga sendo o castiçal de vocês aqui!

Tirei as chaves do carro do bolso e joguei pra ela.

- Divirta-se!

- O que?- ela gritou- Tá me dando as chaves do carro, do seu carro?

- Não faça sexo dentro dele, por favor- pedi.

- Adeus mundo! Sejam felizes e não se esqueçam de… Esqueçam de tudo, na verdade! – saiu jogando um beijo no ar- Ah, não precisa deixar as luzes acesas, volto quando amanhecer!

- Não acredito que deu o seu carro pra ela dirigir- Meg não se conformava.

- Ela merece- sorri.

- Me dá vinte minutos? Preciso de um banho!- me pediu já se levantando.

- Vai lá, também vou tomar. Não quer vir comigo?!

- Idiota!- deu um tapa em meu braço, me empurrando- Te espero na sala!

Fui pro banheiro e demorei alguns minutos até estar quase pronto. Ainda estava de toalha quando Meg entrou.

- Não encontro as toalhas- seus olhos mediaram cada centímetro do meu corpo, me fazendo rir por dentro.

- Use a minha- tirei-a.

- NÃO!- ela deu um grito, tapando os olhos- Não precisa, dou meu jeito!

- Tente no armário embaixo da pia- sugeri gargalhando.

- Certo, obrigada! Vou demorar mais do que vinte minutos, então me espere…

Terminei de me trocar e fui conferir se Natalie tinha arrumado tudo enquanto eu distraía Meg na sala. Esperei alguns minutos a mais e fui até a sala!

MEGAN

Coloquei um vestido, acessórios, me maquiei, alisei o cabelo e passei perfume!

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Desci até a sala e Justin estava me esperando. Extremamente bonito de bermuda xadrez, camiseta branca e tênis!

- Por que tão linda?- me elogiou.

- É pra um cara aí- brinquei.

Ele me pegou pela mão e me levou até a porta que dava pra praia. Uma trilha de velas nos conduzia até a mesa! Justin puxou a cadeira pra que em me sentasse e se sentou em seguida.

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- Nunca tive um jantar assim antes- sorri pra ele agradecida.

- Como não temos ninguém pra nos servir, acho que vou ter que ir até a cozinha buscar nosso jantar!

- Natalie não cozinhou nada, né?!- perguntei temendo.

- Não- riu de mim- Preparei enquanto você se arrumava. Não deu tempo de fazer nada tão elaborado, mas tomara que goste!

- Eu te ajudo- me ofereci.

Fomos até a cozinha e buscamos as travessas com macarrão com queijo, filé de frango grelhado na manteiga, brócolis e um bom vinho! Jantamos e tudo estava muito bom!

- Adorei tudo, uma delícia- estalei os lábios- Mas agora pode me dizer por que me raptou?

- Acho que já sabe a resposta- deu um gole no vinho.

Depois do jantar, fomos caminhar pela praia. O Sol estava se pondo no horizonte e uma brisa fresca e úmida batia em nós.

- E se ela ligar?- me vi perguntado, do nada.

- Não vai ligar- beijou meu rosto- Deixei meu celular em casa e ela está gravando um filme em Chicago. Não quero que pense em nada, somos só eu e você…

Corri até a beirada da praia e molhei os pés na água, aproveitando a sensação e os últimos raios de Sol!

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Justin me abraçou por trás e ficamos olhando o horizonte por um bom tempo.

- Quer entrar?- me pergunta num sussurro seguido de uma risada abafada.

Assenti e ele me puxou pela mão, me levando de volta pra sala. Subimos as escadas e entramos em outro quarto, não naquele em que ele estava anteriormente. Era muito bonito, com pouca iluminação e bem decorado!

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- É bem bonito- falei olhando tudo.

Justin me levou até outra porta e havia uma banheira ali, com pétalas de rosas sobre a água!

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- Assim você me deixa sem graça- falei um pouco tímida.

- Quero te deixar sem roupa, mas enfim… - ele riu alto.

- Justin!- bati no braço dele.

- O que você sente quando está dançando comigo?- me pergunta inesperadamente.

- Honestamente? – ri- É como se ateassem fogo em mim!

Ele sorriu e pegou o controle, dando play na música.

https://www.youtube.com/watch?v=inyX5u5dM9o

Justin sorriu pra mim, um misto de doçura e malícia estampado nos olhos. Abriu a garrafa de champanhe, encheu os copos e entregou um pra mim. Brindamos ao que quer que estivesse reservado pra ser nosso!

Comecei a dançar devagar, no ritmo da música. Ele veio até mim, colocando as mãos na minha cintura, dançando enquanto nossos corpos se tocavam, me causando sensações que não poderia descrever…

- Estou aqui agora- disse num sussurro- Faça o que sempre teve vontade de fazer…

Respirei fundo e coloquei uma das mãos em sua coxa, indo e vindo devagar. Justin colocou suas mãos em meu quadril, descendo-as sobre minhas pernas… Nossos corpos junto, em sincronia com a música, aquela música que estivemos ansiando pra dançar desde o dia em que nos conhecemos!

Não me fiz de rogada e me atrevi a por as mãos dele de todos os modos que podem ser imaginados! Eu precisava tocá-lo, sentir que ele era meu, que ele estava ali, não era imaginação!

- Quero saber o que você tem vontade de fazer comigo- falei rente ao seu ouvido- Mostre!

Justin me virou bruscamente, me fazendo ficar de frente pra ele. Mordeu lentamente minha boca enquanto puxava meu corpo contra o seu, me virando em seguida de costas. Dobrei os joelhos e me sentei na cama, apreciando os diversos beijos que ele dava pelo meu pescoço. Suas mãos entraram sob minha blusa e me tocaram. Tateei a procura do botão do seu short e o abri, colocando minhas mãos dentro.

- Fale onde quer que eu te toque- me diz com a respiração entrecortada.

- Você sabe exatamente onde- respondi- Você é único que conhece meu corpo quando dançamos- o encorajei beijando seus lábios.

Ele levou as mãos até a barra do meu vestido e o ergueu, alcançando minha calcinha e indo até mim. Gritei quando ele me tocou e ele me calou com um das mãos.

- Não ainda- riu abafado contra minha pele e seu hálito quente arrepiou meu corpo.

Me beijou vagarosamente conforme me deitava na cama, praticamente me atirando e ficando por cima de mim. Prendeu minhas mãos acima da minha cabeça, me imobilizando.

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- Como você gosta, Meg?- me encarou, me dominando- Podemos fazer devagar, rápido ou como você quiser, querida!

- Eu gosto do seu jeito- fixei meus olhos nos dele- Faça comigo o que quiser fazer. Me vire do avesso- me ergui e falei rente a boca dele.

Justin me encarou por um momento, passando as mãos pelo meu cabelo.

- Tem certeza de que quer fazer isso?

- Você não?- o medo bateu em mim. Não suportaria a ideia de ser rejeitada de novo.

- Não há nada que eu queira mais!- sorriu.

O puxei pra mim e o beijei intensamente, dizendo a ele que nada poderia ser mais certo e mais bonito do que o que estávamos prestes a fazer! Me separei dele e o vi se despir diante de mim. Meu coração batia forte contra o peito, visualizando cada detalhe do corpo perfeito, da expressão séria e maliciosa, do olhar doce e cheio de paixão… Reparei nas tatuagens e as toquei devagar. Precisava descobrir o que elas significavam pra ele, queria fazer parte de toda e qualquer coisa que fizesse parte de sua vida, do seu mundo…

Virei de costas e ele abaixou o zíper do meu vestido, devagar, beijando minhas costas de cima a baixo. Um calafrio percorreu meu corpo, me fazendo dar um pulo. O ouvi rir e logo meu vestido foi tirado completamente, sendo jogado no chão em seguida. Me virei novamente pra que ele me olhasse e nunca, em toda a minha vida, confiei tanto em alguém, nunca me senti tão livre pra fazer o que quer que eu quisesse e deixar que ele fizesse o mesmo comigo.

Ouvi alguém dizer que ele não era desse mundo. Não, ele não era! Estar com ele não podia ser comparado a nada e a ninguém. Nenhum homem me fez sentir o que eu sentia quando estava com ele!

- Por que tão linda?- me disse tirando uma mecha de cabelo do meu rosto.

- Você me faz linda- falei sorrindo- E meu mundo ficou lindo a partir do momento que você se tornou parte dele!

Levei sua mão até minha boca e enfiei seus dedos nela.

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Os olhos dele brilharam! Passei os lábios por todo o seu corpo e me concentrei nele, esperando dar o máximo de prazer. Ele mantinha a boca trancada, apertando forte, os olhos fechados…  Fui pega de surpresa quando ele me afastou e me deitou na cama. Justin se deteve por um bom tempo me acariciando, me satisfazendo e me fazendo ter espasmos agarrada fortemente ao lençol da cama…

Foi entrando lentamente em mim, me torturando, me beijando com vontade… Tê-lo dentro de mim era deliciosamente bom! O jeito como ele se movia, como ‘dançava’ sobre mim era a melhor sensação que eu já havia experimentado!

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Me sentei sobre ele, indo e vindo, sem perder o contato visual. Lembrei que não estávamos usando camisinha e o interrompi.

- Não está usando- falei cortando o beijo.

- Como?- se assustou.

- A camisinha!

- Me diga que você usa algum tipo de anticoncepcional… - ele riu.

- Uso, mas é que… - não terminei de dizer. Ele voltou a me beijar!

- Relaxa Meg- me pediu- Confiamos um no outro!

- Mas talvez eu possa ficar… - me beijou novamente.

- Não quero me preocupar com uma possível gravidez- me olhou meio sério, meio rindo- Sei o que estamos fazendo, confie em mim e pare de quebrar o clima, ‘senhorita preocupação’!

Imediatamente me desliguei de tudo e voltei a me focar no que estava fazendo. Justin tinha a testa colada a minha,  boca entreaberta, gemendo e respirando com dificuldade…  Enfiei meu rosto no travesseiro, mas ele me segurou, olhando pra mim. Tentei me afastar quando percebi que ele estava prestes a ‘terminar’, mas ele me impediu.

Nos perdemos um no outro quando atingimos o clímax. Eu primeiro, ele logo em seguida… Recuperei o fôlego, me apoiando em seu tórax. Justin me aconchegou entre seus braços, selando nossos lábios.

Ele estendeu a mão e pegou algo de dentro de uma gaveta, me entregando uma caixa vermelha.

- Adoro surpresas- falei abrindo-a.

Havia dois colares dentro dela!

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- Não acredito- escondi meu rosto em seu peito.

- Vem, deixa eu colocar em você!- riu me puxando e colocando-o em volta do meu pescoço.

Fez o mesmo com o outro colar, colocando em si mesmo.

- Ninguém vai suspeitar?- perguntei apreensiva. Meu medo era de que ELA suspeitasse!

- Posso dizer que ganhei de uma fã- deu de ombros.

- É fofo, sabia? Amei!- fiquei olhando pro colar- Só espero que você não morra como ele ou me deixe… - bati três vezes na madeira da cama.

- É mais no sentido de amor incondicional e tudo o mais- me explica- De estarmos sempre juntos…

- Sei que vamos estar!- passei a mão pelo seu rosto.

- Nat me disse que você não gosta de dormir sozinha e que tem medo- riu de mim se virando pro lado- Posso ficar agarrada em mim se quiser, me agarrar mesmo!

-Enlacei meus braços em volta do seu corpo e fiquei abraçada a ele. Brinquei com suas mãos  conforme sua aliança brilhava. Passei a mão por ela e desejei do fundo da minha alma que ela não estivesse ali.

- Te incomoda, não é?

- O que?- fingi não entender.

- Que eu a use quando estou com você. Me desculpe!

Ele a tirou e colocou em cima do criado. Sorri diante da atitude dele.

- Com quantos caras já esteve?- me pergunta.

- Alguns- falei sem dizer muito- Uns oito ou nove, no máximo!

Fez uma cara de espanto, semicerrando os olhos e fingindo estar bravo!

- Dez é o limite. Sou o número dez então, certo?

- Sim, é!- desatei a rir.

- Não vai ficar com mais ninguém, não é?- disse sério.

- Não- fui sincera- Mas acho que você não pode dizer o mesmo- respirei fundo tentando não mentalizar os dois na cama.

- Posso estar cansado, indisposto, enjoado da viagem…

- Não faça promessas que não possa cumprir- falei.

- Sabe quando percebi que sentia algo por você?- me perguntou- Quando fiquei com ela e não pude parar de pensar em como eu queria que fosse você quem estivesse ali.

Não soube o que dizer. Era cruel, muito cruel da parte dele, mas ele estava sendo sincero e isso me fazia gritar por dentro tamanha era a minha felicidade! Justin fazia um carinho gostoso em meu rosto e acabei dormindo…

- Boa noite, meu amor- o ouvi sussurrar e beijar minha testa.

(…)

 

27 Jul 14 @ 8:31 pm  —  reblog
#Fanfic Amnesia - Justin Timberlake

JT

Meg tinha se apaixonado por mim. Metade de mim era dor, culpa, arrependimento e a outra era amor, vontade de estar com ela acima de qualquer coisa… Não suportei vê-la ali, se abrindo, expondo tudo o que sentia naquela música e eu sem poder fazer absolutamente nada quando o que eu queria era ir até lá e beijá-la, tê-la comigo…

Me mantive parado, olhando inerte e controlando todas as emoções dentro de mim, impedindo-as de virem a tona, de serem ‘despejadas’ ali mesmo. Eu queria, eu quero, mas não posso e acho que jamais vou poder… Meg não merece, Jessica não merece. Pensar nela agora, como minha esposa, soa bastante estranho, como se eu não a conhecesse mais.

Todos os anos em que estivemos juntos, felizes, nos amando, se esvaíram em apenas três meses… Megan chegou e revirou meu mundo! Não procuramos isso, não desejamos que fosse assim, mas aconteceu de um modo natural e lindo!

Eu precisava me afastar dela, mas como?! Vê-la quase que diariamente nos shows e ensaios não era o bastante. Precisava dela ao meu lado, me aconselhando e até mesmo sendo rude, me arrancando sorrisos que jamais dei a alguém.

Saí daquele bar sem chão, sem saber o que fazer depois de tudo. Sei que foi cruel o que fiz, despertar nela essa paixão e quando ela decidiu se abrir pra mim eu fugi como um covarde, deixando-a sozinha e humilhada…

Voltei pro hotel e já passava das 2h da manhã. Peguei uma garrafa de uísque e fiz a única coisa que eu podia fazer. Não era pra ter acontecido, não era justo, não era certo, mas era lindo e me fazia feliz como há muito tempo eu não era.

Eu não podia parar de pensar nela, no rosto perfeito, meigo, na personalidade forte e no modo como ela cuidava de mim, desde o primeiro momento, tão amorosamente…

Alguém bateu na porta, mas não atendi. Não queria ver ou falar com ninguém. Eu tentando me resolver já era o suficiente. Insistiu mais vezes, várias, na verdade. Coloquei o copo sobre o balcão e abri a porta sem a mínima vontade.

Meu coração pulou dentro do peito quando a vi ali, parada, com o olhar mais triste que eu já tinha visto, aquele olhar de decepção com ela mesma e comigo, de certa forma me culpando por ser a desgraça dela. Talvez ela jamais soubesse que também era a minha…

MEGAN

Caminhei rapidamente até o quarto, quase sem forças pra andar ou pensar com clareza. Eu só queria e precisava vê-lo, era a única coisa que me importava. Bati várias vezes na porta, mas ele teimava em não atender. Bati novamente, incansavelmente, pois eu sabia que ele estava ali, podia senti-lo através daquelas paredes.

A porta foi aberta devagar o vi parado ali, triste e sem saber como agir. Justin me olhou por um momento, mas desviou o olhar em seguida.

- Vim… Vim trazer seu celular- falei baixo, quase num sussurro.

Ele continuou olhando pro chão, sem prestar atenção em mim, apenas ouvindo.

- Quer entrar?- me encarou, me deixando confusa diante do convite inesperado.

Hesitei por um momento e entrei. Algo me dizia que a partir do momento em que eu entrasse por aquela porta, meu mundo mudaria. A partir dali eu não era mais dúvidas, somente certeza.

Passei os olhos pelo quarto grande e decoração impecável. Notei a banheira ao fundo e imediatamente imaginei ele ali, com ela. Afastei rapidamente esse pensamento enquanto um nó se fechava em minha garganta.

JT

Megan olhou o quarto, visualizando cada detalhe, passando as mãos por cima da cama, delicadamente…

- Eu queria dizer que…

- Você canta maravilhosamente bem- a cortei- Tão bem quanto dança!- tentei um sorriso.

- Me desculpe, eu não devia… - se sentou na cama, as mãos no rosto, envergonhada talvez- Sei que não quer me ouvir, mas eu preciso falar- me encarou seriamente, determinada.

- Estou ouvindo- falei ansiando pra escutar cada palavra que saísse de sua boca.

Ela não sabia como começar. Parei de frente pra ela, esperando pacientemente.

- Estou completamente apaixonada por você- despejou, facilmente, de uma única vez.

Fiquei sem ação, sentindo a onda de felicidade que me invadia por saber que ela me amava. Jessica veio em minha mente e tudo desabou, destruindo tudo.

- Meg, não… – dei um passo até ela.

- Sabe a primeira coisa que pensei assim que entrei?- me perguntou- Quantas vezes você já tinha feito amor com ela aqui, em cada canto desse quarto…

- Não tivemos nada aqui- respondi como se tivesse me livrando de alguma arte cometida, sem pensar nas razões dela pra dizer aquilo tão livremente.

- Me dói quando você está com ela, me dói o jeito como ela te olha, como me olha dizendo “Ele é meu, eu o tenho e sempre o terei”. Não consigo sequer imaginar que você a ama sem querer morrer por dentro porque sim, eu quero morrer quando penso que você a ama, mais do que a mim, que não passo de mais uma das suas dançarinas, como a Lindsay- se levanta, andando sem rumo pelo quarto.

- Não é assim, sabe que não. Você é a única que sabe sobre mim, sobre o que acontece comigo. Você tem sido a única pessoa com a qual eu posso contar, te demonstrei isso… Jamais se coloque no lugar dela ou de qualquer outra quando o lugar que você ocupa é único!

- Não consigo parar de pensar nela, em como ela veio falar comigo, tão decidida a não deixar que você cometa erros, confiando a mim a pessoa mais importante pra ela… Me enche de culpa, de remorso, de raiva de mim mesma por estar traindo-a desse jeito, pelas costas… Que tipo de pessoa eu sou, me apaixonando pelo marido de outra?- ela ri histérica.

- O único culpado sou eu- falei livrando-a de tudo- Palavras não saberiam expressar o quão culpado eu me sinto por ter envolvido você e ela nisso. Eu sinto tanto… - não pude conter as lágrimas e as deixei cair.

- Não sinta, por favor, não diga que voltaria atrás porque mesmo me sentindo a pior pessoa do mundo, não me arrependo de absolutamente nada. Tudo o que houve até agora, esses três meses, foram os mais maravilhosos de toda a minha vida! Cada segundo com você, cada sorriso seu quando estava comigo, tudo valeu a pena pra mim…

- Você não sabe o que diz- senti raiva naquela hora, da vida injusta e manipuladora.

- Maior do que tudo isso, do que toda essa desgraça é o que eu sinto por você, o que estou sentindo agora. Não me importa o que aconteça, não me importa que você me use e me trate feito lixo depois. Só quero ficar com você, Justin…

Megan limpou as lágrimas secando o rosto com as mãos. Tirou a blusa vagarosamente, sem perder o contato visual comigo… Eu já não sabia se era realidade ou não.

- Fica comigo…

- Não posso. Sinto muito, mas não posso- me encostei na parede, atônito.

- Por favor- lágrimas escorriam pelo seu rosto.

Eu não queria humilha-la, não queria vê-la passar por isso. Deus…

- Não faça isso- a repreendi- Não faça isso comigo…

- FICA COMIGO, ESTOU TE IMPLORANDO- ela se ajoelhou no chão e rastejou até mim, gritando e chorando, se agarrando em minhas pernas- FICA COMIGO… EU FAÇO QUALQUER COISA, POR FAVOR, JUSTIN, POR FAVOR…

Me sentei no chão de frente pra ela. Me sentia destruído por dentro.

- VOCÊ REALMENTE ACHA QUE PRECISA ME IMPLORAR?- segurei o rosto dela firmemente com as mãos- QUE SOU INDIFERENTE Á VOCÊ? SO DEUS SABE A FORÇA SOBRE HUMANA QUE ESTOU FAZENDO PRA RESISTIR A VONTADE DE TE FAZER MINHA… - gritei.

- Faça isso- ela sorriu docemente, passando as mãos pelo meu rosto- Me tenha. Nada mais importa…

- Você não merece isso, Meg. Não merece ninguém pela metade- a tirei do chão, pegando-a no colo.

Sentei na cama e a coloquei junto comigo, entre as minhas pernas. Ela chorava convulsivamente, soluçando.

- Você é maravilhosa Meg, é sim- acariciei o cabelo dela- E alguém assim, merece ter um amor pra chamar de seu, um amor completo, que seja livre e capaz de se dedicar a você por inteiro… Você entende isso?

- Eu quero você, só você- disse num sussurro- Não me importa se você ainda a amar…

- Não a amo- falei rapidamente- Nada se compara ao que sinto por você.

- Isso já é o bastante- ela sorriu feliz.

- Não se atormente mais, tá?- olhei nos olhos dela- O que eu sinto por você é real, é intenso e não vai mudar. Me dê um pouco de tempo pra arrumar a minha vida, pra ver o que acontece com nós dois e então se for pra ser, se for mesmo pra vida toda, vamos ficar juntos, Meg. Confie em mim!- dei um beijo em sua testa.

- Sei que vamos ficar juntos. Tenho fé nisso!

- Vou te acompanhar até o quarto- me levantei da cama.

- Não posso… Ficar aqui?- me pede.

- Sabe que não. Ainda não!- respondi- O gosto do seu beijo ainda está em mim, desde aquele dia.

Megan deu um sorriso e me abraçou forte. Enlacei meus braços em sua cintura e retribuí. Abri a porta e ela saiu.

- Não precisa me levar, alguém pode ver- me impediu de passar- Boa noite meu Sol e estrelas!

- Boa noite Lua da minha vida!

Sorrimos um pro outro do modo engraçado como nos comparamos aos personagens da série. Ambos sabíamos o quanto significávamos um pro outro e o quanto aquelas palavras bobas e sem sentido tinham uma grande força com elas!

A vi caminhar lentamente pelo corredor, olhando pra trás diversas vezes. Quando chegou no fim, Megan voltou correndo e se jogou em meus braços, me beijando. Abri a porta com o pé e a empurrei pra dentro novamente, prensando-a contra a parede.

- Só achei que precisávamos de um beijo decente pra guardar enquanto não ficamos juntos- me disse assim que nos separamos.

- Apesar do gosto de lágrimas, eu gostei- sorri- Foi imensamente melhor que o primeiro!

Meg sorriu e era um sorriso lindo, cheio de felicidade e promessas que teríamos a vida toda pra cumprir!

MEGAN

O pior dia da minha vida se tornou o melhor, como um passe de mágica! Com ele tudo era assim. Só ele tinha o poder necessário pra transformar o meu dia, de fazer dele um dia de tempestade ou de um dia ensolarado e bonito!

 E eu esperava que os ventos e as chuvas fortes acabassem logo, mesmo sabendo que seria necessário enfrenta-los, muitas vezes… Que tormentas e furacões se formariam com a raiva, decepção e inveja… Mas depois que tudo isso acabasse, o Sol brilharia em nossas vidas como jamais ousou brilhar em nenhum lugar do Universo!

JT

Levantei cedo no dia seguinte, tomei café da manhã e fui caminhar por aí. É bom começar o dia se exercitando, principalmente se o dia está claro e bonito em Las Vegas, mas acima de tudo, se você está apaixonado!

Encontrei com Natalie na porta do quarto.

- Tá de saída?

- Estou, mas pode falar- parei.

- Meg não está aqui- sua fisionomia era de preocupação.

- Como não está aqui?

- Voltou pra Los Angeles de manhã, me ligou do aeroporto e disse que tinha conseguido um voo de ultima hora, que alguém desistiu…

- Não é possível- passei as mãos pelo rosto.

- Ela deixou isso pra você- me estendeu um papel dobrado.

Quando eu ia ler, Marty passou por nós e parou pra conversar. Guardei o papel no bolso do short.

- Tem visto a Meg?- perguntou.

- Ela voltou pra L.A- Natalie respondeu.

- Por quê? Temos um show hoje à noite, não?!

- Ela teve alguns problemas e foi resolver- Nat mentiu.

Marty coçou a cabeça, meio sem jeito.

- Olha, quero perguntar uma coisa e quero que sejam bem sinceros comigo… Vocês acham que tenho alguma chance, mínima que seja com ela?

Natalie me olhou espantada, não sabíamos o que dizer.

- Meg está saindo com alguém- falei- Um primo da Natalie.

- Não sabia que você tinha primos- ele desconfiou.

- Joseph- falei.

- Richard- Natalie emendou.

- Joseph ou Richard?- ele riu.

- Joseph Richardson, na verdade. Ele veio do Canadá, tá morando em Seattle agora.

- Não dou à mínima. Eu a quero pra mim, então vou à luta! Não ligo mesmo… - foi andando e rindo, não acreditando muito, eu acho.

- Obrigado, Nat. Não sei o que faria sem você!- agradeci.

- Alguém aqui tem que ser a garota legal e acobertar tudo, certo?! Pois eu sou essa garota!- piscou pra mim- Leia o bilhete, tá tudo explicado aí, eu espero!

Esperei que ela se afastasse um pouco, voltei pro quarto, tirei o papel do bolso e abri o envelope escrito “Justin”.

“Só queria que soubesse que não estou desistindo de nada, mas precisava de um tempo pra mim e acho que você também, pra entendermos melhor o que sentimos… Nada melhor do que o tempo e a distancia a nosso favor. Espero que você faça valer a pena o ultimo show e os últimos dias em Vegas! Já acertei tudo e com sorte, consegui uns dias livres sem ser despedida (risos!). Não me odeie muito, ok?! Ah, uma última coisa: NÃO QUERO, EM HIPÓTESE ALGUMA, LINDSAY ME SUBSTITUINDO! É pedir muito?! Sinto sua falta, nos veremos em breve. Amor, Meg. P.S- rasgue o bilhete assim que o ler, não queremos que ninguém além de você o leia, certo?!”

Rasguei o bilhete e o coloquei no lixo. Era inacreditável que ela tivesse ido sem me dizer nada! Alguns dias se tornariam séculos sem ela…

26 Jul 14 @ 8:26 pm  —  reblog
24 Jul 14 @ 10:32 pm  —  via + org  —  reblog

justintimberlakeking:

They’re really perfect together. It’s enough.

24 Jul 14 @ 10:32 pm  —  via + org  —  reblog

arrrest:

Justin Timberlake at the 2013 AMAs.

24 Jul 14 @ 10:28 pm  —  via + org  —  reblog
24 Jul 14 @ 10:22 pm  —  via + org  —  reblog
24 Jul 14 @ 10:20 pm  —  via + org  —  reblog

jtpictures:

King.

24 Jul 14 @ 10:19 pm  —  via + org  —  reblog

yoshi413:

He gives such great speeches! | #JT2020Tour in Ottawa, Canada | Canadian Tire Centre | 7/22/14

[x]

24 Jul 14 @ 10:18 pm  —  via + org  —  reblog
#Fanfic Amnesia - Justin Timberlake

Fui acordada bruscamente por Natalie me sacudindo!

- Meg levanta, é urgente, não dá pra esperar…

- O QUE É?!- gritei- Puta merda, que susto!

- Olha isso!- jogou o notebook em cima de mim.

Me sentei, tentando processar se estava acordada ou dormindo ainda. Vi uma foto dele e uma foto minha em algum lugar da internet…

- O que é que tem?- voltei a deitar.

- COMO O QUE QUE É QUE TEM?JT postou uma foto no Instagram dele de vocês dois juntos e dançando com a legenda “Tunnel Vision 4 U” e uma carinha piscando!

- Não entendi o porquê do espanto- me fiz de desentendida.

- Uma resposta bem esclarecedora sobre a sua foto de ontem, não acha?! Pra bom entendedor, duas fotos bastam, ou seja, vocês estavam juntos ontem a noite!

- É claro que estávamos, todos nós estávamos juntos na boate, lembra?!

- Quero saber de tudo. Agora!- Nat sentou na cama, cruzando os braços.

- Justin, seu idiota!- xinguei- Tá, vou contar, não tenho culpa se ele é sem noção. Dane-se! Mas jure pela sua alma que não vai falar nada á ninguém…

- Juro e que eu morra se eu disser!- cruzou os dedos e os beijou.

- Ele confessou que sente algo por mim, nos beijamos dentro do carro, foi estranho e bom e é isso!

- Nossa!- deu um assovio- Não acredito que… MEG! – me repreendeu.

- Eu sei, eu sei- comecei a andar pelo quarto- Preciso me manter afastada, mas com ele 24 horas por dias atrás de mim, não tá ajudando. Talvez eu tente spray de pimenta, um soco ou quem sabe um feitiço…

- Um não já seria suficiente!

- Ah é? Você não sabe o que é ter ele lindo, sedutor e carente mendigando por um beijo seu!

- Mas e a Jessica?

- Me sinto mal pra caramba- meus olhos já cheios de lágrimas- Me sinto péssima, na verdade!

- Ah quer saber? Não estou nem aí pra ela! Eu a adoro, mesmo, acho ela o máximo! Mas tudo o que ela faz quando está com ele é se pendurar e ficar reclamando histérica com crises de ciúmes idiota!

- Tá dizendo que ela não é uma boa esposa? - comecei a rir.

- Estou dizendo que ela é uma ótima pessoa, mas o sufoca e o afasta por tanta falta de confiança!

- E o que isso tem a ver comigo exatamente?

- Deixa rolar e ver o que acontece, já que ele insiste tanto, algum motivo deve ter. Não se afaste totalmente, sabe?!

- Há um motivo e chama-se sexo! E ele é casado!

- É claro que é sexo, mas vai negar que não tem nenhum sentimento? Óbvio que tem! Carência afetiva, sexual e amorosa com toda a certeza! Ele é casado, é, mas quem tem um compromisso é ele e não você. No fim, o errado será ele, você não tem nada a perder!

- Agora fiquei com medo dessa sua mudança repentina- eu ri.

- Não suportaria ter que ver a cara de satisfação da Lindsay puxando-o pela mão como se fosse um troféu!- riu de volta.

- Então dos males o menor, é isso?

- Pode-se dizer que sim!

Tomamos café da manhã, conversamos e fomos pro ensaio. Minha esperança era que ele não estivesse lá, o que não aconteceu! Dei de cara com Justin dançando daquele jeito que eu amava! Fiquei olhando e tentei não parecer boba ou pior, apaixonada!

Fui dançar e evitei ao máximo olhar pra ele. Mesmo assim, podia sentir os olhos dele em mim, como duas chamas me queimando…

- Concentre-se, Meg! – Nick, o coreógrafo, chamou minha atenção.

- Me desculpa- falei envergonhada.

- Ela tá apaixonada- Marty brincou- Por mim!

- Cala a boca- mostrei o dedo pra ele.

Justin me olhou arqueando as sobrancelhas como se dissesse: “Então é por ele que você está apaixonada?” Sorri discretamente pra ele que me lançou um olhar matador seguido de um sorriso!

- Cansei, preciso descontrair- Dana foi lá e mudou a música.

Todo mundo surtou quando “Lady Marmelade” começou a tocar! Fui empurrada até o banheiro e Dana tinha duas malas de roupas escondidas! Nos vestimos rapidamente e fomos dançar! Estávamos praticamente sem roupa, pelo ou menos eu achava isso. Me neguei terminantemente a ficar de calcinha e coloquei um short bem curto e vários acessórios.

Um monte de assovios, gritos e gracejos. Bando de bobos na puberdade, nem pareciam homens!

- Os casados e as outras meninas podem se retirar- alguém disse.

- Não vou sair- Justin havia pegado uma cadeira e se sentado bem de frente pra mim, de braços cruzados.

- Qual é cara? Você tem que sair! Precisamos dar uns pegas e você já tem quem pegar! - Nick falou.

- Sou o supervisor de coreografia extra oficial da turnê. Acabei de me nomear!- ele riu e bateu a mão na de Marty, ambos rindo muito.

Fizemos a coreografia completa, cheia de caras, bocas e insinuações. Era difícil dizer quem era o mais babão! Justin tinha os olhos fixos em mim, mas vez ou outra olhava pras outras meninas, o que me fazia querer rir do ‘instinto’ dele! Vira e mexe ele passava a língua pelo lábio inferior e ria com malícia pra mim, me fazendo querer beijá-lo novamente!

No fim, eles se levantaram e bateram palmas freneticamente, gritando! Me senti aquelas prostitutas de cabaré de quinta, só que de um jeito engraçado! Estava indo pro banheiro me trocar quando ele me parou por um momento.

- Se quer me matar, compre uma arma e atire em mim de uma vez!- sorriu grande.

- Pervertido!- mostrei a língua á ele e corri até a porta.

Tiveram a brilhante ideia de pedirem comida, finalmente. Almoçamos e fui dormir um pouco. Acordei por volta das 17h com Natalie me ligando.

- Vamos pro bar tomar alguma coisa, quer ir?

- Depende de quem vai…

- Acho que ‘aquele que não pode ser nomeado’ não vai, mas não garanto.

- Não fala pra ele que eu vou, caso ele te pergunte. Me manter afastada, lembra?!

- Ok senhorita ‘hide and seek’!

Me arrumei: jeans, blusa branca básica, acessórios, tênis, escovei o cabelo, me maquiei, peguei minha bolsa, celular e saí. Fui pra entrada do hotel e haviam 2 táxis nos esperando.

- Quero beber até perder a consciência!- fui falando.

- Por que, amor?- Marty beijou meu rosto.

- Para com isso de amor… Todo mundo já está acreditando!

- Mas é sério, você sabe!

- Marty, você não existe!- ri dele, mesmo sabendo que era tudo muito sério.

O táxi nos levou até um lugar iluminado e não muito movimentado, nada muito luxuoso, apenas um bar daqueles que as pessoas vão pra beber e cantar! Nos sentamos e pedi logo uma tequila. Éramos só eu, Natalie, Dana, Marty, Ivan e Nick!

Eu era a depressão em pessoa e estava odiando ser eu mesma naquele maldito dia de consciência pesada! Tomei algumas doses, algumas cervejas também e não demorou muito pra eu deixar de estar sóbria…

- Se eu fosse você, não me atreveria a olhar pra sua direita- Nat cochichou.

- Por quê?- fiquei com medo.

- Justin está vindo pra cá nesse exato momento!

A menção do nome dele e eu já estava olhando, sem perceber.  O jeito dele, o que ele era e mais o estilo me deixavam fora de mim! Por que tão perfeito, meu Deus?!

image

- Achei vocês!- se sentou na mesa, do meu lado.

- Quem é que foi que te disse que estaríamos aqui? – perguntei rindo.

- Um passarinho ruivo, digo, vermelho!

- Natalie, você me paga!- apertei o braço dela.

- Desculpa, mas faço tudo por dois dias de folga. Sem ensaio, somente eu e a minha cama…

- Mercenária!- respondi.

Justin pegou mais algumas bebidas e logo se entrosou na conversa com os caras.

- Hey JT, posso tirar uma foto?- uma loira pergunta, alguma fã.

- Claro, querida!- ele se levantou e tirou uma selfie com a garota.

- Sou sua fã desde sempre e acho você e a Jessica perfeitos um pro outro!

- Não acho- falei um pouco alto demais e senti Nat me chutar por baixo da mesa.

- Como? – a menina perguntou.

- Nada, não é com você, querida!- respondi e Justin tentou conter o riso.

Ela foi embora e ele voltou a se sentar do meu lado. Ninguém parecia prestar atenção em nós, somente na cantora gostosa que iniciou a sessão de karaokê, totalmente desafinada ao som de “Endless love”.

- Temos que conversar- falei.

- Sobre o que?- me encarou.

- Sobre ontem e…

- Foi um erro, Meg- as palavras me acertando em cheio no rosto.

- O que?- sentia meu corpo todo adormecer, talvez pela bebida- Não!

Me levantei e corri pro banheiro. Encostei na parede e chorei desesperadamente.

- Não chore, amor. Todos eles são iguais, te usam, conseguem o que querem e depois te chutam feito lixo!- uma mulher estilo garota de programa falou comigo.

- Mas ele nem conseguiu… Ele nem quer, ontem queria, me beijou, mas hoje disse que foi um erro- comecei a contar.

- Então ele só queria brincar com você, ver o que sentia por ele e inflar o próprio ego!

- Ele é casado- desabafei chorando mais ainda.

- Levanta- me ajudou a me recompor- Se arrume- me ofereceu um lenço de papel e um batom, que eu imediatamente recusei.

- Obrigada!- sequei as lágrimas.

- Agora vai lá, pega aquele maldito microfone e mostre pra ele que não foi um erro!

- Mas eu não sei cantar, sou dançarina…

- E alguém aqui sabe?- ela riu.

Ergui a cabeça, falei com o apresentador, disse que música ia cantar e logo ele me anunciou.

- Senhoras e senhores, Megan Stark!

Um facho de luz quase me cegou . Olhei pra mesa onde estava e todo mundo me olhava com espanto, inclusive ele.

- Vai Meg!- Marty gritou.

- Manda a ver, garota!- Dana me incentiva.

Tomei um gole de bebida, pigarreei e esperei os primeiros acordes da música.

https://www.youtube.com/watch?v=xr8fm3vIUUY

Mantive os olhos nele, como se só eu e ele restássemos no mundo. Justin olhava diretamente pra mim, sério, fixamente… Imaginei ele ao meu lado, sorrindo, me amando como ele a amava. O que eu mais desejava no mundo era ter uma noite com ele, saber como era o amor nos braços dele…

Dei toda a minha alma naquela música, queria que ele entendesse o quanto significava pra mim e que já não era mais possível voltar atrás, eu estava completamente apaixonada por ele e o desejava com todo o meu ser!

Tentei de todas as formas que pude, lutei com todas as minhas forças pra me manter longe dele, mas era impossível pra mim… Eu precisava dele, do seu sorriso que iluminava o meu dia, das nossas conversas idiotas, das nossas ‘brigas’, eu precisava de tudo isso agora pra ser feliz. Ele fazia parte do meu dia a dia, da minha vida, do meu futuro. Não me imaginava mais sem ele, mesmo que fosse de longe, eu precisava participar de algum jeito.

Talvez fosse um preço muito alto a pagar, mas eu estava disposta, somente por uma simples migalha: um olhar, um sorriso, uma dança… Talvez eu estivesse fadada a vê-lo através de um véu, paralelamente, do outro lado. Não vivenciando, mas olhando, sendo obrigada a vê-lo feliz sem mim enquanto nossa vida, juntos, escorria por entre meus próprios dedos, feito areia.

Ele tinha a cabeça baixa agora, olhando pro chão, as mãos juntas entre as pernas, totalmente absorto em seus próprios pensamentos e talvez estivesse me odiando por estar fazendo aquilo, por estar expondo o que tínhamos na frente de todos, mesmo eles não se dando conta disso, do quão grave e íntimo era aquele momento pra nós dois.

O vi me olhar uma última vez e ele tinha os olhos cheios de lágrimas… Então eu soube que ele me amava, que uma parte dele me queria tão intensamente, mas que isso o fazia sofrer, o fazia se sentir culpado e que a culpa disso tudo era minha, por entrar e virar a vida dele pelo avesso, enchê-lo de incertezas…

Justin se levantou e foi saindo, sem que ninguém percebesse, sem olhar pra trás. Tive vontade de gritar, de ir atrás dele e gritar que eu o amava e que nada mais importava. Engoli o choro e com a voz embargada, cantei até o fim. Assovios e palmas encheram o lugar e caí no choro novamente.

Corri de volta pro banheiro e Natalie veio atrás de mim.

- Meg…

- Eu o amo- me abracei a ela e coloquei toda a dor pra fora- EU O AMO!- gritei.

- Não grita, por favor- me pede- Vão ouvir. Vem, passa uma água no rosto- me levou até a pia e fez com que eu me acalmasse.

- Não sei o que fazer- passei as mãos pelo rosto.

- Você tá bêbada, Meg. Vamos pra casa, amanhã daremos um jeito, vou te ajudar, prometo!

Fomos até a mesa e o pessoal ainda estava lá.

- Meg, há alguma coisa que você não saiba fazer?- Ivan sorriu.

- Parar de beber na hora certa- Natalie respondeu- Vou levar ela pra casa!

- JT esqueceu o celular- Dana entrega a Nat- Devolvam pra ele, vai que a senhora Timberlake liga! Vamos ficar mais não é, rapazes?!

Nos despedimos, fomos pra rua e pegamos um táxi. Natalie me deu uma garrafa com água e bebi pelo caminho todo. Já me sentia bem melhor quando chegamos.

- Agora me resta ir até lá e entregar isso pra ele- balançou o celular no ar.

- Eu entrego- falei.

- De jeito nenhum. Não!- o escondeu atrás das costas.

- Natalie, você é uma das pessoas que mais amo e me dou bem no mundo. Mas se você não me der esse celular agora, juro por tudo o que é mais sagrado que vou tirá-lo de você e não importa o que eu tenha que fazer pra conseguir isso!

Ela me entregou o celular, assustada. Saí do carro, entrei correndo pelo lobby do hotel, peguei o elevador e subi até o quarto dele.

(…)

23 Jul 14 @ 8:11 pm  —  reblog
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callmechristinae:

Justin Timberlake Music Video History

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officialtimbaland:

Get your Sexy on 
Go ahead, be Gone with it

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OS